domingo , 17 dezembro 2017
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História do Bairro Conheça como surgiu o bairro de Magalhães Bastos

Magalhães Bastos

Esta pesquisa foi realizada por Rogério Silva em meados de 2002, após reportagem do Jornal O Dia (Em dia com seu bairro)

Conheça melhor o bairro de Magalhães Bastos

Magalhães Bastos é um pequeno bairro da Zona Oeste da cidade do Rio de Janeiro, de classe média-baixa, ao norte da linha férrea, próximo aos bairros de Realengo, Vila Militar e Jardim Sulacap. Área Territorial (2003): 197,59 hectares Total de população (2000): 24.849 habitantes Total de domicílios (2000): 7.300 Bairros integrantes da região administrativa são: Campo dos Afonsos, Deodoro, Jardim Sulacap, Magalhães Bastos, Realengo, Vila Militar. Magalhães Bastos em seus 2.000 km2 remonta a desapropriação da Fazenda Sapobemba em meados de 1907, no governo do Presidente da Republica Afonso Pena após a reorganização do Exército feita por Marechal Hermes da Fonseca, então Ministro da Guerra. Sapopemba era localidade que pertencia a freguesia de Irajá, com população aproximada na época de 14.400 habitantes, segundo o recenseamento de 1890. A lavoura era tida como a mais importante do Distrito Federal. As terras da Fazenda de Sapopemba pertenciam ao Conde Sebastião do Pinho. .

Nome do bairro foi em homenagem a um Coronel responsável pela construção da Vila Militar

Tenente Coronel Antonio Leite Magalhães Bastos Era responsável na época pela construção da Vila Militar

Magalhães Bastos tem origem do nome dada em homenagem ao Tenente Coronel Antonio Leite Magalhães Bastos, que nasceu em Pernambuco aos 02 de Setembro de 1873, em 1907 foi nomeado membro da comissão de instalação da Vila militar, tinha como missão a construção de quartéis, residências, da ferrovia e das estações da região. Em 28 de setembro de 1919, o general Alberto Cardoso de Aguiar, ao deixar o cargo de Ministro da Guerra, elogiou a inteligência, lealdade e capacidade técnica e disposição urbanística do oficial e, no dia 6 de novembro de 1919, ele assumiu o comando do 1º Batalhão de Engenharia que ficava localizado em Realengo (Estrada Real de Santa Cruz) em um velho prédio térreo, bastante arruinado em frente a um pântano, esse quartel era iluminado por energia elétrica na época. Esta unidade militar que não esta mais sediada no Rio de Janeiro. Magalhães Bastos faleceu em 27 de Agosto de 192




Magalhães Bastos o inicio de tudo

Familia Guina

Quem foi pioneiro nesta fundação foi Manoel Guina, português, mestre de obras, veio de São Paulo atraído pela oportunidade de emprego para trabalhar na construção da Vila-Militar, obra esta ordenada por Marechal Hermes. A disposição de fincar raízes naquele espaço urbano da então capital do país, nesta época não tinha no Rio de Janeiro mão de obra qualificada para tal empreendimento, a construção era necessária devido ao transporte de equipamentos militares. Antes de se chamar Magalhães Bastos o local era conhecido como “Fazenda das Mangueiras” e posteriormente “Vila São José”, somente após a segunda guerra é que o bairro passou a chamar-se Magalhães Bastos, homenagem dada ao Tenente Coronel Antonio Leite de Magalhães Bastos. Seu Manoel Guina era muito religioso, a época ele fundou a Conferência São José, depois substituído pelo confrade Sebastião Tumine, sargento do exército. Na época existiam poucos padres em Magalhães Bastos. A responsabilidade de rezar as missas era de Padre Miguel, vigário por muitos anos em Realengo, mas na verdade, quem rezava a maioria das missas eram os padres militares (Capelão).

Futebol também tem história: Esporte Clube São José

Esporte Clube São José fundado em 1922, também contribuiu com um pouco da história do bairro.
Esporte Clube São José fundado em 1922, também contribuiu com um pouco da história do bairro.

O Esporte Clube São José, teve origem a partir de um time de futebol criado pelos membros da capela de São José e foi fundado em 1 de janeiro de 1922. O local onde foi construído o clube, foi doado pela família de Seu Manoel Guina. Hoje, os bisnetos de Manoel fazem parte da Presidência e Diretoria do clube. Com 83 anos de existência, o clube luta por melhorias.
Disputou o campeonato de futebol da Liga Metropolitana de Desportos Terrestres (LMDT), na década de 1930. Sagrou-se campeão desse torneio no ano de 1934, quando a LMDT tornou-se filiada da Liga Carioca de Football, e o torneio da LMDT passou a representar os chamados clubes de menor investimento .

Com a extinção dessa liga, disputou com sucesso os campeonatos do Departamento Autônomo, outrora Liga Suburbana. Venceu diversos títulos em variadas categorias desde os anos 50 até os 80. Suas cores são o preto e o branco. Sua sede, ainda existente, está localizada na Estrada General Canrobert da Costa.

Principais fatos e acontecimentos que fizeram a história do bairro

 

Estrada General Canrobert da Costa ainda sem calçamento e meio fio ao fundo a fábrica de louça
Estrada General Canrobert da Costa ainda sem calçamento e meio fio ao fundo a fábrica de louça

A primeira escola a ser construída no bairro, foi a Escola Rural (Hoje Escola Municipal Álvaro Alvim). A primeira Fábrica de Magalhães Bastos, mais conhecida como fábrica de louça (Hoje Manufatura de Produtos King) foi instalada no bairro em 1943, nesta época sua atividade era fabricação de vidro, velas e cerâmica, tendo como seu fundador o senhor Antonio Pedro Camalhão Rocha. Em 2009 a fábrica completou 66 anos de existência e emprega boa parte da mão de obra existente no bairro. A Estrada General Canrobert da Costa (Antiga Limites do Barata) ainda não era asfaltada e não possuía meio fio, só em 1951 e que recebeu calçamento de paralelepípedos.

Magalhães Bastos estação é referencia para o bairro

Estação de Magalhães Bastos em 1936 | Foto do acervo da Rede Ferroviária Federal
Estação de Magalhães Bastos em 1936 | Foto do acervo da Rede Ferroviária Federal

A Estação de Magalhães Bastos, é sem duvida o marco da fundação do bairro. A construção deu-se por pedido de Manoel Guina, na época quem usava o trem como transporte saltava atrás do Quartel de Cavalaria, próximo ao campo de Instrução do Gericinó. Esta parada do trem como era chamada na época causava muito transtorno aos moradores, pois tinham que caminhar um bom percurso até chegar ao bairro. Ampliação da Estação em 1936 A nova Estação do bairro, foi inaugurada em 18 de agosto de 1914. Em 1936, obras de ampliação para melhorar a demanda de militares na região.

Magalhães Bastos e as unidades militares sediadas no bairro

Concentra 4 Unidades Militares, são elas: 1ª Companhia de Policia do Exercito, 25º Batalhão Logístico (Es), 21º Batalhão Logístico (Es) e o Parque Regional de Manutenção.

Magalhães Bastos cinema tem história

O que era para ser uma opção de lazer, hoje está deteriorada. O Cinema que existia em Magalhães Bastos foi motivo de orgulho para os moradores. Freqüentado por pessoas ilustres, como o treinador da seleção brasileira Carlos Alberto Parreira, o que resta hoje do cinema é apenas a fachada. Construído em meados de 1925 era a única opção de lazer no bairro. Quando o cinema fechou as portas, o local foi utilizado por uma fábrica de calçados, hoje serve de estacionamento para uma empresa do bairro

Fachada do antigo cinema que existia no bairro. Com a construção da Transolimpica o prédio virá abaixo, restando apenas a foto e lembranças do passado.
Fachada do antigo cinema que existia no bairro. Com a construção da Transolimpica o prédio virá abaixo, restando apenas a foto e lembranças do passado.

 

Mais uma foto antiga da Estrada General Canrobert da Costa em meados de 1943

 Casarão da família Costa também tem um pouco da história centenária do bairro

O casarão pertenceu a um casal de portugueses que não tiveram filhos e a mulher era conhecida como viúva do seu Costa.
Ela casou-se pela segunda vez, mas o marido roubou todo o dinheiro, depenando as propriedades. A casa da frente é a antiga casa do caseiro da mesma propriedade. Esta casa não foi demolida com a construção do Ciep Oswaldo Aranha e ainda mantém o mesmo estilo de época,inclusive com estátuas no alto da casa. Ela fica de frente na entrada do curral, onde do outro lado é o bar da Rosa.
Fachada do antigo Casarão da família Costa que foi derrubado para a construção do CIEP Oswaldo Aranha | Foto gentilmente cedida por Geanine Souza
Fachada do antigo Casarão da família Costa que foi derrubado para a construção do CIEP Oswaldo Aranha | Foto gentilmente cedida por Geanine Souza
A casa que pertenceu ao Caseiro da família Costa ainda existe e mantem as carateristas da época 
A casa do caseiro da família Costa ainda resiste ao tempo e mantém as características da arquitetura da época | Foto: Rogério Silva
A casa do caseiro da família Costa ainda resiste ao tempo e mantém as características da arquitetura da época | Foto: Rogério Silva

24 Comentários

  1. Jurema Maria Lima

    Que fique bem claro que o povo de Magalhães Bastos não está contra a TRANSOLIMPICA, mas sim, contra os vários traçados que já foram feitos(se não me engano,foram tres)e nunca foi apresentado ao povo um documento legal que gerasse confiança nas promessas de que não haveriam desapropriações, haja visto que a União tem terra sobrando para este projeto passar sem ofender aos já pobres, esquecidos e enganados moradores deste bairro que começou justamente com a vinda de “peões” de outros estados para a construção da linda e maravilhosa VILA MILITAR. Parabéns Rogério, vc defende mais o povo daqui do que qualquer um desses pseudo-politicos que aparecem só nos anos de eleição(coincidência?)!!!!!!!

  2. Muito legal a história do bairro, parabéns!

  3. Carlos Cesar Torres Zeppegno

    Com referência a chegada de Padre João ao nosso bairro, posso lembrar que junto com ele recebemos o padre Pedro e o padre Miguel. Com a idas dos padres Pedro e Miguel para Goiás, recebemos os padres Columbano e Patrício. Logo depois o padre Columbano foi também para Goiás. Com a saída dele, recebemos o Padre Davi. Não consigo lembrar as datas. Durante todo o tempo o padre João sempre esteve na Paróquia. Fui aluno da Escola Paroquial de Magalhães Bastos entre entre 1959 e 1963. A minha primeira professora foi a irmã Vicência, depois as professoras Maria da Aparecida Guina e Maria da Glória Guina. Uma época de saudosa lembrança.

    • Celeste Medella Campos

      Muito saudosa mesmo…tb estudei na Escola Paroquial, fui por muito tempo colega sua de classe e depois ja maiores, nas festas juninas da igreja, formamis par nas danças da quadrilha..Sou a Celeste, saudades daquele tempo. Um forte abraço.

  4. olá pessoal.
    ficou faltando a participação do bairro nos concursos da RIOTUR.
    fica a indicação.
    um abraço,

    roberto

  5. ANTONIO BRITO OLIVEIRA

    HA UM PROJETO PARA COSNTRUCAO DO AUTODROMO EM DEODORO ….LUTEMOS POR ISSO TAMBEM…TRARIA MUITOS BENEFICIOS A LOCALIDADE !!!

  6. Adorei saber a história do bairro ! Parabéns pela iniciativa !!

  7. Goste e me interesei muito em saber a hitória e legado do nosso bairro.
    Saudações aos contemorãneos de magalhães. espero q juntos possamos fazer mais por esse local tão promissor em desenvolvimento.
    até.

  8. Cesar Augusto Gouvea

    Além da surpresa em descobri a existencia do site do bairro, a alegria em saber sua história, me encontro em SP, mais sou muito ligado no bairro, quero agradecer a iniciativa de quem implementou o site dando oportunidade para matar a saudade, e acompanhar o seu desenvolvimento, espero ajudar de alguma forma neste processo de bem estar aos moradores da região.

  9. Luiz Afonso Cordeiro

    Excelente. Este trabalho deveria, também, ser feito com todos os bairros. Infelizmente a Memoria praticamente só contempla o Centro e a Zona Sul.

    • Bom dia meu amigo! – Agradeço as palavras e procuro manter viva a história do bairro e noticiar o seu dia a dia.

      • Caríssimo rogerio gostaria de esclarecer que a família maia também faz parte dessa história do bairro de Magalhães Bastos pois meu avôs vídeos.de Portugal fundaram a devoção a ” a são José”no alto da rua dracena em contrariedade ao cardeal Joaquim acovarda que não queria que as missas fossem celebradas pelo monsenhor Miguel de Santa Maria moucos “padre Miguel” pois havia uma disputa entre o sr mandei guina e meu avô o sr antonio maia no qual o guina desejava que a igreja fosse construída onde está hoje em dia e meu avô na colina da rua dracena desta.forma o cardeal não concordava e.por fim ficou onde é atualmente meu tio apólice maia foi e é orgulho do bairro pois lutou na fé na segunda guerra foi presidente por vários anos do esporte clube são José homem justo muito correto. A frente do esporte clube são José havia também o sr Arlindo “papa defunto” também da diretoria do clube que dizia pro meu pai e pra mim nunca vi um homem tão honesto igual ao teu irmão maia e.o.seu tio meu pai antonio maia filho da prefeitura militar de demoro foi motorista e empresário empregando muitas pessoas do nosso bairro esclareço ainda que o nome da atual rua Almeida e.Sousa que outrora era rua maia eu mesmo era organista da igreja são José tempos do padre joao padre Carlos padre Brady sr Raimundo rolam dona Lília guina sr Borges dona maia sua sogra dona matilha país do famoso padre antonio Maria entre outros obrigado está e minha colaboraçao

  10. WILLIAM ALVES DA ROCHA

    Fui criado em Magalhães Bastos, cheguei lá com 3 anos no dia 26/03/1952. Para morar na Rua Liberato Bitencourt nº 244. A historia de Magalhães Bastos não cita o lado direito do bairro, que segundo me lembro era me parece a Fazenda Monte Alegre que espero vcs pesquisem por favor e informem no site que a partir de agora vou acompanhar, Meu telefone é 991276552. Por favor façam contato.
    WILLIAM ALVES da Rocha

    • Carlos Cesar Torres Zeppegno

      William, fomos vizinhos na antiga Rua “K”. Eumorava no 167, e se não estopu enganado você é irmão do Letinho! Acertei? Forte abraço!

    • Marcilia Maciel de Souza

      Vc tem toda razão. O lado direito do bairro nasceu a partir do loteamento das terras da fazenda Monte Alegre. Quando ali fomos morar, eu tinha apenas um ano de idade (1941) e nem eletricidade havia . A rua, então chamadaTaquarembo, hoje tem o nome de Treino.Cel.Cunha ( se não me engano). A Escola Rural Álvaro Alvim “nasceu” de muita luta das mães daquele pequeno núcleo. Minha matrícula ali é a de número um. O clube fundado por meu pai e outros primeiros moradores do local recebeu o nome de Monte Alegre, em lembrança a fazenda. Saí de lá aos 10 anos. ( E lá se vão 60 quase 70 anos) . Voltei aos 19 anos para ficar por pouco tempo pois tudo havia mudado muito.

      • Olá, Marcilia!
        Gostaria de saber mais de suas memórias na Escola Municipal Alvaro Alvim.
        Estou professora lá, sou Ana Paula Rangel. Ficaríamos felizes com sua visita para um café e uma “prosa”!
        Abraço!

  11. Carlos Cesar Torres Zeppegno

    William, fomos vizinhos na antiga Rua “K”. Se não estou enganado, você é irmão do Letinho. Eu morava no 167. Forte abraço.

  12. como se chama hoje a antiga Rua K?

  13. Oi, morei na Estrada general Canrobert da Costa, 1327, em magalhães bastos de 1975 ate 1990.
    Tenho boas lembranças do bairro e gostaria de reencontrar pessoas que moraram no bairro nessa epoca.
    Entrem em contato comigo no email: marciapontes1971@gmail.com

  14. minha mãe morou neste bairro ha muitos anos atras ela veio com 5 anos de idade para o RS quando meu avô faleceu em 1961 e nunca mais teve noticias de seus parentes ai do RJ o nome dela é Zilda Maria Rodrigues da Costa, e o nome da mãe dela era Maria José Blas da Costa o nome do pai dela era João Rodrigues Leite.

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